Páginas
Seguidores
Número de Visitantes
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O Velho Testamento é inspirado?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Origem das Palavras (Contexto religioso) Parte I
DEUS
SENHOR
Este título era aplicado a todas as deidades, quer pagãs ou não, na antiguidade Kurios é Senhor no grego, dominus no latim. Dominus/Domus/Dom eram termos usados como sinônimos para o deus Júpiter. Domus também significa “casa”, ou o “céu cósmico”, isto explica porque as igrejas, palácios reais e governamentais em muitos países têm seus domos com motivos angelicais. No hebraico Adonai (meu Senhor), é um termo aplicado inúmeras vezes na Bíblia.
YAHWEH
Sua origem é judaica. Ele era o deus criador das tribos do sul de Israel que suplantou o deus El das tribos do norte e se tornou o supremo Yahweh (YHWH). Durante a ocupação helenística, o santuário de Yahweh no Monte Gerizim na Samaria (reino do norte) foi re-dedicado a Zeus. O sentido mais próximo deste tertragrama é “Eu Sou”.
Prof. Wanderley Xavier
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Os Escritos de Moisés
livros “Sepher Mosheh – Pentateuco”. O grande libertador dos israelitas, que tinha
penetrado no santuário do Egito e foi iniciado nos mistérios, escreveu os seus livros
em estilo simbólico, servindo-se da língua egípcia.
Esta língua, porém, que havia chegado a um alto grau de perfeição, não pôde
conservar a sua pureza nas mãos de um povo grosseiro que passava a vida como
nômade nos desertos da Iduméia.
dariam no decorrer dos tempos, por isso confiou as chaves para interpretação da sua
obra a homens confiáveis, cuja fidelidade era comprovada, dando-lhes de viva voz os
esclarecimentos para a compreensão da lei (Torah). Os discípulos de Moisés confiaram
estes ensinos secretos a outros homens que, transmitindo-os, por sua vez, de geração
em geração, fizeram com que chegassem a posteridade mais longínqua.
Na época em que Moisés existia, o templo de Tebas – capital do reino – continha
os arquivos sacerdotais da extinta raça vermelha ou atlântica e os do templo de Ram,
cuja sede era a Índia.
legislador deixou aos setenta eleitos, continha os pontos essenciais de todas as tradições
que haviam aparecido no globo terrestre. Admite-se entre os estudiosos dos mistérios da
humanidade, que os livros de Moisés foram escritos em caracteres “vattam”, e que, mais
tarde – no século VI antes de Cristo – Esdras o substituiu pelos caracteres hebraicos quadrados.
Moisés entregou a Josué as chaves da tradição oral, mas não foi na tribo sacerdotal de Levi
que foram conservadas, mas sim nas comunidades leigas de profetas e videntes, das quais
a mais notável foi a dos “essênios”.
certas regras fixas sobre a maneira de ler e escrever, as quais faziam parte de uma longa
tradição que chamava-se de “Massorah”. Os livros de Moisés eram lidos publicamente
ao povo aos sábados, os comentários que se faziam de forma oral, mais tarde foram escritos
e assim foi formada uma literatura escolástica, conhecida sob o nome de “Talmud”, que
consta de quatro partes:
tratava das festas, do matrimônio, das ofertas sagradas e das purificações.
hebraica, tratando de tudo o que se refere a forma escrita e interpretativa da Bíblia Hebraica.
O Talmud representa a vida, seu objetivo é a jurisprudência, os costumes, as cerimônias, e as
relações sociais. A Cabala ou a doutrina secreta, é a alma e o espírito da tradição, é a
sua parte religiosa e filosófica.
Outros Livros Citados Na Bíblia
Clemente de Alexandria (150-215 d.C.), escreveu em seu livro que o historiador Philadelphus afirma que as escrituras hebraicas foram perdidas durante o exílio hebreu na Babilônia.
Ele também menciona que na época de Artaxerxes, rei persa, Esdras teve que reescrever e compilar os antigos registros da religião hebraica. Para isso ele usou fontes históricas que possuía da Pérsia ao Egito. Segue abaixo a lista de alguns livros usados para unificar estas escrituras:
Livro de Enoque (Gn 6:1-4;)
Livro do profeta Iddo (II Cr 13:22; 9:29;)
Livro do profeta Shemaiah (II Cr 12:15;)
As Guerras de Jeová (Nm 21:14;)
Livro de Jeú (II Cr 20:34;)
Livro de Jasher (Js 10:13; II Sm 1:18;)
Livro de Samuel , o vidente (I Cr 29:29;)
Os Atos de Davi (I Cr 27:24;)
Livro de Natã, o vidente (I Cr 29:29; II Cr 9:29;)
Palavras de Gade (I Cr 29:29;)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Contradições do Antigo Testamento
O livro dos Juízes é sobre o mesmo assunto, nada mais que guerra e derramamento de sangue; a história horrível de Jael e Sísera (Jz 4:18-24;) de Jefté e sua filha, que ele matou para agradar a Jeová. Aqui encontramos a história de Sansão, o Hércules bíblico, transformado em super-herói graças ao poder que estava em seus longos cabelos.
O trucidamento de mulheres, viúvas, mães e bebês, seus crimes sem compaixão e todos praticados de acordo com as ordens de Jeová, segundo quem escreveu o texto. Nenhuma procedência divina nesta passagem pode ser notada por uma mente lúcida. Por que Jeová teria assassinado Uzá por ter colocado sua mão para segurar a arca?
“Quando chegaram á eira de Nacom, estendeu Uzá a mão á arca de Deus e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá e Deus o feriu ali por esta irreverência e morreu ali junto á arca de Deus. Davi se enfureceu, porque o Senhor se voltou contra Uzá” (II Sm 6 :6-8;).
Você achou justa esta punição? Por que Davi foi poupado praticando o assassinato de Urias para ficar com a sua esposa? De acordo com II Samuel 24:1-17; Deus incitou Davi a fazer o censo do povo de Israel e assim ele fez. Davi se sentindo culpado pelo que fizera, mal sabia ele que fora inspirado a fazer tal ato pelo seu Deus, segundo o autor do texto. Aí notamos mais uma grande contradição desta passagem da Bíblia, veio á ele o profeta Gade e lhe propõe o que Deus havia lhe mandado dizer:
“Queres que sete anos de seca te venham á tua terra? Ou que por três meses fuja diante de teus inimigos e eles te persigam? Ou que por três dias haja peste na tua terra?”
Observem que passagem absurda o autor do texto nos quer fazer engolir, afirma que foi Deus quem inspirou a Davi a cometer tal ação e em seguida mandou um profeta lhe fazer esta ridícula e cínica proposta. Davi escolhe a última e então setenta mil morreram. No verso 16 vemos que Deus se arrependeu do que havia feito e mandou o anjo interromper a punição. Davi sem compreender a atitude de Yahweh diz no verso 17:
“Eu é que pequei e procedi iniquamente. Porém estas ovelhas que fizeram?”
Será que este texto é uma constatação real do que aconteceu? Este não é o Deus revelado pelo Cristo e sim o Deus criado pela mente atrasada dos hebreus. O ocorrido foi tão lamentável que o próprio Deus em questão se arrependeu do que fez. Nesta passagem também não consigo perceber nada de instrutivo, inspirado e útil para nossa vida.
Que tal os maus exemplos Davi e Salomão? Pelas passagens que seguem tire suas próprias conclusões, primeiro leia os belos conselhos que o rei deu ao seu filho na hora da morte:
“Ora, tu sabes o que me fez Joabe [...] faze com ele segundo a tua sabedoria e não permitas que suas cãs (cabelos brancos) desçam a sepultura em paz. Lembra-te, contigo está Simei [...] não o tenhas por inocente [...] saberás o que lhes hás de fazer para que suas cãs (cabelos brancos) desçam a sepultura com sangue” (I Reis 2:5-9;).
Agora notem bem a frieza do “sábio” Salomão:
“Respondeu o rei Salomão a sua mãe: Por que pedes Abisague, a sunamita, para Adonias? E agora tão certo como vive o Senhor, que me estabeleceu e me fez assentar no trono de Davi, meu pai [...]. Adonias morrerá hoje. Enviou o rei Salomão a Benaia, filho de Joiada, o qual feriu Adonias, de modo que morreu” ( I Reis 2:22-25;).
E se você pensa que parou por aí, está enganado. Leia!
“Foi dito ao rei Salomão que Joabe tinha fugido para o tabernáculo do Senhor e estava junto ao altar. Então Salomão enviou Benaias dizendo: Vai, arremete contra ele! Subiu Benaia, arremeteu contra ele, matou-o e foi sepultado em sua casa, no deserto. Depois o rei mandou chamar a Simei e disse: Edifica-te uma casa em Jerusalém e habita aí e daí não saias, nem para uma nem para outra parte. No dia em que saíres [...] certamente serás morto [...]. O rei deu ordem a Banaia, o qual saiu e arremeteu contra ele, de modo que morreu. Assim foi confirmado o reino nas mãos de Salomão” ( I Reis 2: 29-46;).
Que belas criaturas eram os tais de Davi e Salomão, hein! A confirmação do reino em suas mãos foi feita com sangue. Quem lhe convenceu que há algum Deus envolvido nesta história? Se há é o deus das trevas.
No livro de Jó nós encontramos alguns sentimentos elevados, alguns sentimentos sublimes, as alegrias e tristezas da vida; mas sendo bem sincero, a história é de origem bastante duvidosa. Yahweh aceitando uma proposta do príncipe das trevas faz o pobre Jó definhar até o ponto de derramar quase as suas últimas gotas de vida.
Que provação inócua! Além de todos os problemas existenciais que enfrentamos na vida, ali é ensinado que ainda podemos ser provados pelo Criador por suposição do capeta. Alguns dos Salmos são bons, muitos são indiferentes, uns poucos são maravilhosos.
No meio deles há uma mistura de vícios e virtudes. Há versos que elevam e versos que degradam. Há orações de perdão e de vinganças. Nos Provérbios há muita sagacidade, muita piedade, máximas prudentes, e muitos ditados sábios sobre o perigo da vaidade e da preguiça. Alguns são triviais, outros tolos.
Eclesiastes é o mais profundo dos livros do Velho Testamento. Foi escrito por um filósofo existencialista. Tire os trechos acrescentados e ele fica semelhante aos pensamentos do século dezenove. Tire os trechos acrescentados e ele fica semelhante aos pensamentos do século dezenove, leia estes versículos:
“Porque o que acontece aos filhos dos homens, isso mesmo também acontece aos animais; a mesma coisa lhes acontece. Como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego e nenhuma vantagem têm os homens sobre os animais [...]. Quem sabe se o espírito do homem vai para cima e se o espírito dos animais desce para a terra?[...] pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?” (Ec 3:19,20,22c;)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Manifestação Ufológica na Bíblia
Como descreveríamos sem os recursos de linguagem atuais um objeto voador brilhante, multicolorido, que produz sons e movimentos incompreensíveis que nos apanham de surpresa numa noite qualquer? Fatos como estes não são tão raros assim e sempre estiveram presentes em diferentes culturas em épocas diversas, para comprovar aí estão registros em desenhos rupestres feitos há milhares de anos, nos escritos de autores romanos anteriores a era cristã aprecem os escudos flamejantes, as bolas e carruagens de fogo.
Cada povo em seu tempo narra os fatos inexplicáveis como melhor se adapta ao seu conhecimento da realidade, quando se trata da Bíblia e alguns outros escritos religiosos, todas as manifestações são aplicadas ao Deus todo-poderoso e seus anjos, o que é aceitável tendo em vista a compreensão reduzida que aqueles povos tinham do mundo que os cercava, porém em nossos dias temos que buscar uma explicação mais coerente com o nível tecnológico em que nos encontramos.
Vejamos agora de forma minuciosa a descrição que o profeta Ezequiel (609 – 539 a.C. cujo nome Yehezqe'l quer dizer: Deus é forte no hebraico), fez do avistamento que presenciou. Sua incrível experiência foi clara e precisamente registrada no primeiro capítulo de seu livro. Nos versículos 1 a 3 datou e situou o lugar do seu relato: à beira do rio Kabar, na Babilônia a 160 km de Bagdad, no quinto dia do quarto mês do quinto ano do cativeiro do rei Joaquim por Nabucodonosor. Deu também a sua idade: trinta anos, quatro meses e cinco dias, como que para significar bem ao leitor que estava então em plena posse de todas as suas faculdades físicas e mentais.
“Olhei e vi: do norte soprava um vento fortíssimo: uma nuvem espessa acompanhada de um clarão e uma massa de fogo resplandecente à volta; no meio dela, via-se algo semelhante ao aspecto de um metal resplandecente. E ao centro, distinguia-se a imagem de quatro seres vivos, todos com aspecto humano”. Ez 1:4,5;
Estes seres vivos de aparência humana tornam-se, na sequên¬cia do texto, querubins e depois muito simplesmente homens. Eze¬quiel utiliza aqui a gradação na sua descrição, que corresponde perfeitamente à gradação da sua observação, uma vez passada a primeira surpresa.
Os capacetes dos escafandros espaciais dos quatro homens comportavam quatro viseiras cada um, donde as quatro faces. Cada homem estava munido de um aparelho individual, utilizado desde 1965 pelas U. S. Marine, chamado de Beltcopter ou helicóptero individual com cintos de suspensão, daí a idéia das quatro asas, que são as pás da hélice de propulsão.
“As suas pernas eram direitas, e as plantas dos pés assemelhavam-se às de boi e cintilavam como bronze polido.” Ez 1:7;
Nos países quentes, os antigos usavam sandálias que deixavam os dedos dos pés descobertos. Surpresa de Ezequiel, que fica impressionado com o aspecto das pernas e pés destes homens que não parecem feitos como os seus; faz uma comparação para se pronunciar. Os escafandros espaciais tinham peças metálicas que eram de tecido brilhante, que refletiam os raios do sol dando a impressão de bronze polido.
“Debaixo das suas asas, nos quatro lados, apareciam mãos humanas; e todos os quatro tinham seus rostos e suas asas assim”. Ez 1:8;
Somos, pois imprudentes ao descrevermos helicópteros indivi¬duais (belcopter), cintos de propulsão, contextualizando tal avistamento? Sem dúvida que não! Os tais misteriosos seres da visão de Ezequiel, seriam anjos no sentido bíblico (no hebraico malakim: enviados, mensageiros), e extraterrestres na linguagem moderna. Ezequiel insiste no aspecto dos capacetes com quatro viseiras e menciona, sob as asas e ligado ao giro de cada Beltcopter, uma antena transmissora, cujas extremidades apresentam alavancas de comando.
“Entre os seres vivos aparecia uma coisa semelhante a carvões ardentes, parecidos a tochas, que iam e vinham entre os seres vivos; e do fogo irradiava um clarão brilhante e saíam relâmpagos”. Ez. 1:13;
Cada homem traz consigo um dispositivo individual, um radio-comunicador, os sinais luminosos piscam. Outros aparelhos, de proteção, por exemplo, podem apresentar também este aspecto estranho para um ignorante. As chamas com clarões, que correm no meio dos seres vivos, provêm dos escapes fixados nas extremidades das pás da hélice do equipamento.
“E os seres vivos corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio. Eu via os seres vivos e notava que havia uma roda na terra ao lado de cada um dos quatro seres vivos”. Ez. 1:14-15;
Ezequiel nota então rodas, isto é, discos-voadores, que tem quatro faces. Pode supor-se que, na sua emoção, ele conte quatro discos sobrepostos que não passam de um só.
“As rodas davam a impressão de ter o brilho de crisólitas; todas tinham o mesmo aspecto e pareciam trabalhadas de tal maneira como se estivessem uma no meio da outra”. Ez 1:16;
Há, pois, quatro rodas e não uma só. Elas estão sobrepostas pelos seus habitáculos ou cúpulas centrais. Ao redor de cada, há uma coroa móvel, coma se uma roda estivesse no meio de outra. Deviam ser enormes e de um azul-esverdeado.
Nota: Crisólita: Os gregos a conheciam como "pedra de ouro" As colorações variam do amarelo ao verde.
“Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam. Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.” Ez. 1:17-18;
Quando o objeto se desloca, a coroa de cada disco move-se e cada uma o faz no mesmo sentido. O diâmetro de cada roda é de uma altura assombrosa, o que tende realmente a provar que os quatro discos estão sobrepostos. À volta das rodas há olhos, podem ser tubos de escape das coroas voadoras, mas podemos dar outras interpretações: portinholas, faróis, um selvagem confundiria um automóvel com um dragão e os faróis por olhos.
“E quando os seres vivos caminhavam, as rodas seguiam ao seu lado; quando os seres vivos se erguiam da terra, também as rodas se erguiam”. Ez. 1:19;
Ezequiel descreve aqui perfeitamente os movimentos daqueles quatro homens. Des¬creve também muito bem o movimento paralelo de acompanha-mento das rodas, que poderia ser pequenos discos.
Os versículos 20 e 21 dizem,exclusivamente respeito a estes movimentos, que impressionaram vivamente o observador. Num dado momento, provavelmente num local mais perto de Ezequiel, os quatro exploradores seguem em fila atrás e por cima deles encontram-se quatro rodas ou discos.
“E por cima das cabeças dos seres vivos havia uma semelhança da abóboda, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.” Ez. 1:22;
Na minha tradução livre: “Havia algo semelhante a uma abóbada brilhante como o cristal sobre a cabeça dos seres vivos; e a abóbada estendia-se sobre as cabeças.” A abóbada é uma cúpula, um cockpit, esta cúpula do disco superior assemelha-se a um cristal brilhante, a descrição é precisa.
“E debaixo da abóboda estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.” Ez. 1:23;
Ezequiel descreve-nos aqui as pás da hélice dos beltcopters movendo-se num mesmo plano, os homens avançando em fila na sua direção. Surge também aqui uma reminiscência: a das asas inclinadas de certas divindades egípcias, que inspiraram os quatro querubins que sobrepujam a Arca da Aliança, e que têm esta posição.
“E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas. 25. E ouvia-se uma voz por cima da abóboda, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.” Ez 1: 24;
Os ruídos impressionaram Ezequiel, sobretudo por cima da abóbada, que ficava sobre as suas cabeças, quando paravam, as asas baixavam. Fala de uma voz que sai da abóboda ou cúpula do disco superior. Por de cima da abóbada estava algo semelhante a pedra de safira, em forma de trono, e sobre esta espécie de trono, um ser com aspecto humano.
Na cúpula-abóbada do disco superior, via-se, através do cristal um trono com a aparência de uma safira e sobre ele um homem a bordo. Aquele objeto voador tinha escotilhas, descritas como olhos a sua volta, tubos de escape dos seus rotores exteriores, células solitárias dispostas sobre as outras. De toda a maneira, trata-se realmente de um testemunho escrito, e não dos menores, sobre os objetos voadores não identificados. E não esqueçamos que o bom Zacarias, classificado entre os profetas menores nos fala também de eventos semelhantes.
1-3. No quinto dia do quarto mês do trigésimo ano, quando me encontrava entre os exilados nas margens do rio Cabar, o céu abriu-se e então contemplei visões divinas. No quinto dia do mês - era o quinto ano do cativeiro do rei Joaquim. A palavra de Deus foi dirigida ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na Caldeia, nas margens do rio Cabar, e veio sobre mim a mão do Senhor.
4. Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. 5. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres vivos. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; 6. Cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. 7. E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim. 9. Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; 10. E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11. Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. 12. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam. 13. No meio dos seres vivos havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres vivos; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14. E os seres vivos corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.15. Ora, eu olhei para os seres vivos, e vi rodas sobre a terra junto aos seres vivos, uma para cada um dos seus quatro rostos. 16. O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda. 17. Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam. 18. Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19. E quando andavam os seres vivos, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres vivos se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas. 20. Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas. 21. Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22. E por cima das cabeças dos seres vivos havia uma semelhança da abóboda, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça. 23. E debaixo da abóboda estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado. 24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas. 25. E ouvia-se uma voz por cima da abóboda, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26. E sobre a abóboda, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele. 27. E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele. 28. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.
